22 novembro, 2016

[Resenha] Two Weeks

Boa tarde! Quanto tempo, não é?? Ainda se lembram de mim?? Sim, a My que faz resenhas kkkkk

Quando postei pela última vez, no final de agosto, planejava resenhar uma vez ao mês, pelo menos, ou então publicar algo que já havia escrito e que não tem no blog. Por causa da minha prova de inglês, estudar e blábláblá, lembram? Falei disso na resenha de Joseon Gunman. Falei também que resenharia um j-drama que vi e AMEI.

Só que... não postei desde então. O trabalho, as aulas de inglês, os surtos escalafobéticos com um drama que vi (apenas um), artigos mensais que escrevo para dois sites, os afazeres doméstico, fora a correria do dia a dia, e uma certa "falta de inspiração" para escrever  me impediram de voltar ao blog. Mas aqui estou, finalmente! A resenha do j-drama também não vai demorar.

Tirei dez dias de férias, que começaram ontem. Nesses dez dias, quero escrever essa resenha e mais uma (ou duas), estudar, ver um drama (ou dois), traduzir uma entrevista, uma legenda e ficar de boa. Não estou assumindo compromissos, pois estou de férias, mas realmente quero resenhar, sinto falta de escrever.

Vamos, então, à resenha.
__________________________________________________
Falarei a respeito de um k-drama de 2013 que já vi quatro vezes (sim!), acabei semana passada e já quero rever! Trata-se de Two Weeks.

Primeiro, alguns dados técnicos:

Drama: Two Weeks / 2 Weeks
Hangul: 투윅스
Diretores: Son Hyung-Suk, Choi Jung-Kyu
Roteiristas: So Hyun-Kyung
Emissora: MBC
Episódios: 16
Período de exibição: 7 de agosto a  26 de setembro de 2013
Dias e horários: quartas e quintas-feiras às 21h55
Idioma: coreano
País: Coreia do Sul

Elenco principal
Lee Jun Ki como Jang Tae San
Park Ha Sun como Seo In Hye
Lee Chae Mi como Seo Soo Jin
Kim So Yun como Park Jae Kyung
Ryu Soo Young como Im Seung Woo
Kim Hye Ok como Jo Seo Hee
Jo Min Ki como Moon Il Suk
__________________________________________________
Minha sinopse:

Two Weeks conta a história de Jang Tae San e de sua luta para conseguir manter-se vivo e salvar a vida da filha, Seo Soo Jin, que tem leucemia.

Aos 32 anos, Tae San vive uma vida sem propósito, sem pessoas a quem amar, solitário, com uma existência que poderia muito bem ser extinta do mundo do nada e ninguém se importaria, nem mesmo ele. Vive na casa de um amigo, Go Man Suk, que cresceu com ele no mesmo orfanato. Durante o dia, trabalha em uma casa de penhores. À noite, joga cartas, frequenta boates e faz sexo sem compromisso com desconhecidas.

Mas isso muda quando Seo In Hye, sua namorada oito anos atrás, o encontra inesperadamente e pede para ele fazer um exame de sangue, pois sua filha está doente e precisa de um transplante de medula. Essa menina tem oito anos, o que traz memórias a Tae San: In Hye grávida, ele tendo que terminar seu relacionamento com ela e a obrigando a abortar. Contudo, pelo visto, ela não abortara. Naquela altura da vida, Tae San descobre que é pai de uma menina já crescida, que está com câncer terminal e precisa de uma doação.

Ao descobrir que é compatível com Soo Jin e poderá, assim, doar sua medula, Tae San fica muito contente. Finalmente, vê uma razão para viver. Tudo que precisa fazer é não ficar doente nem pegar infecções durante duas semanas e então a cirurgia será feita.

Ainda no hospital, tem um encontro inesperado com a criança que, inesperadamente, sabe que ele é seu pai. Esse encontro o deixa ainda mais feliz! Embora sinta a tristeza de ter perdido oito anos da vida dela.

No mesmo dia, acontece um assassinato e Jang Tae San é incriminado. Preso em flagrante e banhado com o sangue da vítima, ele fica sem entender porque está sendo acusado de ser o assassino, e por quem.

Ao finalmente descobrir a verdade, Tae San entende que, se permanecer preso, será assassinado na cadeia, pois Moon Il Sook, um líder mafioso cruel e impiedoso, está por trás da trama. Então, quando está sendo levado da delegacia regional para ser interrogado pela Promotoria, o carro se envolve em um acidente e vê nisso a chance para fugir. Com isso, Tae San espera se manter a salvo até a cirurgia que salvará a vida da filha.

Comentário: a sinopse poderia ser resumida na primeira uma linha e meia. Eu não precisaria ter acrescentado nada, mas precisava. Realmente, quando saíram as sinopses oficiais que tinham basicamente a informação que eu dei no início, achei tão vazias e desprovidas de sentido. Mas tudo que falei estão no primeiro e segundo episódios, não há outros spoilers.
__________________________________________________
Opinião e crítica

Esse drama é especial para mim. Tanto que vi em agosto/setembro de 2013 em andamento, em janeiro de 2014, agosto de 2015 e agora em novembro de 2016. Terminei semana passada. Foi o primeiro dorama que acompanhei em tempo real, estava passando por um período conturbado e tumultuoso na faculdade, estágio de manhã e trabalho à tarde, escrevendo monografia, vivendo sob completo estresse. A perspectiva de ver meu ator preferido, Lee Jun Ki, duas vezes por semana, era a única coisa que me fazia aguentar a passagem dos dias. Quis resenhar Two Weeks desde a primeira vez que vi, contudo não consegui em nenhuma das vezes. Então o faço agora.

O que me cativou desde o primeiro episódio foi a química incrível entre os atores Lee Jun Ki e Lee Chae Mi, pai e filha. Os personagens se encontram, de fato, somente três vezes (no primeiro, décimo quarto e último episódio), mas os produtores tiveram uma sacada genial ao fazer com que eles contracenassem episódio após episódio, de uma forma toda especial. Para saber como fizeram isso, assistam ao drama!


  





Além disso, a história toda é uma corrida contra o tempo e consegue te prender do início ao fim, como uma tilha sonora de tirar o fôlego que só ajuda a aumentar a tensão. É o tipo de drama onde os pepinos só são completamente resolvidos no último episódio, e te deixa angustiado querendo saber como a história termina. Tudo que importa é salvar a vida da menina, e ficamos tão presos a isso, e com tanto ódio dos vilões Moon Il Sook e Jo Seo Hee, que querem matar o Tae San a todo custo, que mesmo o episódio durando mais de uma hora, temos a sensação de que se passaram poucos minutos.

Uma coisa que me incomodou um pouco foi que as portas dos carros nunca estavam trancadas. Imaginem a cena: você está sendo perseguido por um assassino frio e calculista. Como último recurso, sem ter para onde fugir, entra em seu carro para tentar se esconder, mas o assassino te vê. Ele vai até o carro, dá um puxão na maçaneta da porta e... abre! Simples assim. Ou seja, você entrou no carro e simplesmente não trancou a porta, mesmo com um assassino na sua cola! Isso foi falha de roteiro, poderiam ter sido mais realistas.

Há mais uma ou duas falhas de roteiro também, mas o drama como um todo é tão completo e bem feito que nos é plenamente possível ignorar. Nada daquelas falhas grotescas que prejudicam uma boa história ou não dão verossimilhança alguma. O trabalho da roteirista, independente desses pequenos detalhes, foi muito bem feito. Ela conseguiu unir todas as pontas, não deixou nada solto ou mal resolvido.

Não falarei muito mais a respeito do roteiro, pois não vi nenhum único outro dorama escrito pela So Hyun Kyung. Quero ver Twenty Again e 49 Days futuramente, dois dramas altamente populares entre os dorameiros. Fora esses, seus outros trabalhos foram: Seo Young, My Daughter; Prosecutor Princess; Brilliant Legacy; So in Love; e She. 

Dois diretores estiveram à frente de Two Weeks. Um foi Son Hyung Suk, que escreveu Personal Taste. Não gostei desse drama, mas mesmo eu não tendo gostado, não posso negar que tal história cumpriu cabalmente o papel a que se propôs desde o início e teve um bom roteiro. Quero ver futuramente o épico Shine or Go Crazy, também do escritor. Quero acompanhar ano que vem, se tudo der certo, seu próximo trabalho, o épico Ruler: Master of the Mask

O outro profissional, Choi Jun Kyu, dirigiu apenas dois dramas além de Two Weeks, que foram Triangle e Horse Doctor. Não vi nenhum deles.

O que prende mesmo, o que nos cativa e torna impossível largar esse drama, é mesmo a trilha sonora perfeita e eletrizante. Não falo aqui apenas das canções, mas das instrumentais também. Ouvindo enquanto escrevo essa resenha, sinto os pelos dos braços e pernas se eriçarem. As imagens do drama vêm à mente e é difícil controlar o ímpeto de parar de escrever e correr para o Drama Fever ver tudo de novo. Se quiserem sentir um pouco do que estou falando, confiram esse vídeo do OST instrumental:
  

Além disso, as músicas cantadas também arrasam! As melhores, para mim, são três. Foi difícil escolher só três, pois amo as sete. O que acham?


This Is the Person - Dick Punks

 
Turning - Toxic

Run - Nell

O personagem que dominou o drama inteiro foi, sem dúvida, Jang Tae San. Um homem imperfeito. Aliás, cheio, lotado de defeitos. O primeiro episódio de Two Weeks deixa isto claro, e aos poucos vamos descobrindo-o além do cafajeste. Foram "duas semanas" que fizeram-no crescer e amadurecer como ser humano. E episódio após episódio, vemos como ele é um homem frágil, sozinho e tamanha força física e mental que guarda dentro de si. Eu me apaixonei por este personagem. Não é só um bom ator, mas um bom personagem criado por um bom escritor que torna um dorama realmente bom.

Sim, ele me ensinou muitas lições. A maior de todas é aprender a valorizar a vida. Passa duas semanas fugindo, a fim de proteger a si mesmo e a vida de quem ele mais ama: sua filha. Ele luta com todas as suas forças, e mesmo quando pensamos que a morte é certa, faz como o Simba de O Rei Leão, ri na cara do perigo. Faz coisas que a gente nem imagina para continuar vivendo.

Outra lição: aprendeu a enfrentar o medo. Mesmo morrendo de medo, continuou lutando. ELE NUNCA PENSOU EM DESISTIR. Pois além da vida dele, era a vida da filha em jogo, e isso dava ao Tae San o gás necessário para prosseguir, mesmo quando a depressão falava mais alto e ele chorava completamente desconsolado, perdido e solitário. 

E outra: ele aprendeu que o amor também é gratuito. O amor de sua filha por ele brotou, mesmo que por oito anos ela sequer o tenha conhecido. Eu quase infartei na hora que ela agradece a ele, do outro lado do vidro da sala asséptica (para poder fazer a cirurgia para receber a medula, estava fechada numa sala contra qualquer tipo de infecção) por ter nascido, por ele ter feito com que ela viesse ao mundo. É muito emocionante!

Por último, mas não menos importante: ele foi coerente até o fim. Nada de mudanças num passe de mágica para Tae San. Ele se tornara um ser humano melhor em duas semanas, mas sabia que teria que corrigir os erros acumulados por oito anos, pois mesmo que ele tenha sido perdoado, os erros ainda existiam, e as consequências dos mesmos. Não era somente doar a medula pra filha e pronto, todos os problemas estavam resolvidos~

Uma outra grande lição nos foi passada pela Seo In Hye, a mãe da Seo Soo Jin e ex-namorada do Tae San. Ela me ensinou, ao Tae San e, espero, ensine a vocês, que o perdão é gratuito, e mesmo com "apenas" duas semanas, ele vem apagar as máculas de oito anos. 

Essa personagem também me marcou muito. Ela provou que o amor e a confiança que podemos dar a alguém é o suficiente, muitas vezes. Amar e confiar quebram qualquer orgulho, ainda mais quando a vida da filha está em jogo. Ela se mostrou capaz de confiar e amar, uma pessoa que a traíra da forma mais vil há oito anos, e soube perdoar.

  
E vamos falar um pouco do pior vilão que Lee Jun Ki já enfrentou em um dorama. Essa é minha opinião, claro. Falo do Moon Il Sook, um pseudo-empresário que é, na verdade, líder de uma antiga e forte organização criminosa. Tae San trabalhava para ele e foi preso em seu lugar duas vezes no passado. Mas o rapaz era somente "protegido" do Moon Il Sook porque foi recolhido das ruas por ele quando era um adolescente sem família, mas não era como o chefe, não matava nem fazia maldades. 

Ao contrário, por ser tão ingênuo e bom, o gangster achava que era um idiota sem valor e se via no direito de fazer o que quisesse com sua vida. Sério, eu fiquei com tanto ódio que, por algum tempo, odiei também o ator e me esqueci do pai do Lee Geom em Iljimae, o adorável Lee Won Ho. 

Jo Min Ki em Iljimae, 2008

Jo Min Ki em Two Weeks, 2013


Há outros personagens que também vale a pena citar. Jo Seo Hee é uma senadora aclamada pela massa, querida por todos e que pode se tornar a prefeita de Seul. Mantém, há anos, uma relação de interesse mútuo, baseada no dinheiro, com Moon Il Sook. Park Jae Kyung é a promotora pública responsável pelo caso de Jang Tae San e tenta provar, desde que seu pai foi assassinado por Il Sook há oito anos, que ele e a senadora trabalham juntos. Im Seung Woo é o detetive da delegacia regional que prende Tae San em flagrante, também é o noivo de Seo In Hye. E, claro, Seo Soo Jin, a menininha de oito anos com leucemia que precisa de uma doação de medula óssea, filha de In Hye e Tae San.

Pontos positivos
- o roteiro é movimentado e faz você querer ver os episódios um atrás do outro. A forma como a história é construída, um dia por episódio + dois episódios que mostram um pouco o antes e o depois, te prende a cada segundo. Quando o episódio está acabando e aparece a Seo Soo Jin marcando os dias que faltam para a cirurgia, tudo que você consegue pensar é que essa menininha adorável PRECISA viver.
- a atuação de todo o elenco é impecável, especialmente do meu amor Lee Jun Ki, que faz o papel de Jang Tae San.  Ele fez todas as cenas de ação, colocando seu corpo e integridade física em jogo, para tornar as cenas mais reais. Deu tudo de si para interpretar esse pai desesperado para salvar a vida da filha.
- Jo Min Ki é outro ator que atuou de maneira memorável. Incorporou o vilão e me fez odiá-lo profundamente.
- Lee Chae Mi é muito fofa, linda e graciosa ♥
- A perfeita combinação de OST, roteiro, direção, figurino e atuação e tudo o mais fez desse drama o melhor que já vi!

Pontos negativos
- pequenas falhas de roteiro, especialmente na hora de trancar as portas dos carros e em alguns outros momentos
- fuga um pouco forçada, porém sabemos que se trata de um drama e dramas SEMPRE forçam a barra em algum ponto
- porém sabemos também que, quado somos colocados em uma situação de vida ou morte, tiramos força e persistência "sabe-se lá de onde", uma força que sequer suspeitávamos que pudesse existir em nós
- só isso
- um crítico de verdade descobriria mais pontos negativos, mas para mim esse drama beira à perfeição!!
__________________________________________________
Conclusão:
K-DRAMA RECOMENDADÍSSIMO, em um cumprimento ideal, nem mais nem menos, com um final perfeito. Contudo, nunca fiquei com tanta vontade de ver uma segunda temporada de um dorama coreano! "Espero" a segunda temporada de Two Weeks até agora, e olha que o final foi muito lindo ♥ mas dele sim, acho que valeria a pena uma nova temporada inteira, outros 16 episódios, para então contar uma história inteira dessa vez. Afinal, "duas semanas" nem de longe contam a história de uma vida~

Nota:
10,00

Onde ver:
Online no Drama Fever (Premium) e no Viki
Download no Siwon Fansubs

My *-*

0 comentários:

Postar um comentário